A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e a Câmara Municipal de Natal, as duas mais representativas casas legislativas do Estado, iniciam na próxima semana os trabalhos de 2012 em climas opostos.
De um lado, o governo Rosalba, que entra para o segundo ano de mandato navegando no mar da tranquilidade, com maioria folgada para aprovar o que bem quiser e entender. De outro, a administração da prefeita Micarla de Sousa, que aguarda a conclusão da CEI dos Contratos, fórum que expôs à opinião pública os motivos e as manobras para contratação de um hotel que serviu de QG da transição e a destinação de verbas publicitárias para blogues, jornais, emissoras de rádio e de televisão.
No meio do turbilhão, mais um complicador no âmbito municipal: a sentença do juiz da 4ª Vara Criminal de Natal, Raimundo Carlyle de Oliveira, que condenou 16 dos réus da Operação Impacto por corrupção ativa e passiva durante a votação do Plano Diretor de Natal (PDN), em 2007. Dos vereadores denunciados pelo Ministério Público Estadual foram integralmente absolvidos o atual presidente da Câmara, Edivan Martins, e o ex-vereador Sid Fonseca, que era suplente e à época, ocupava a cadeira de Adão Eridan.
Dos parlamentares denunciados no esquema do Plano Diretor, pelo menos sete foram reprovados nas urnas, mas cinco – Dickson Nasser, Adenúbio Melo, Júlio Protásio, Aquino Neto e Adão – renovaram o mandato. Como a sentença está em grau de recurso, eles poderão disputar o pleito deste ano, apesar do pedido feito pelo Ministério Público para a perda do mandato.
Da Tribuna do Norte
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