Ao defender a permanência de Elias Fernandes na diretoria geral do Dnocs, ontem, em entrevista ao Diário de Natal, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), que o indicou para o cargo, criticou o relatório da Controladoria Geral da União (CGU), que apontou desvio de R$ 312 milhões do órgão. "Com todo respeito, a CGU não é a dona da verdade. Pode se equivocar também. Vamos às provas", afirmou o parlamentar.
Na visão do peemedebista, o julgamento da auditoria feita pela CGU deve ser feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que vai considerar também as explicações do órgão. "O relatório é frágil. O Dnocs já prestou seus esclarecimentos, assim como o ministro (da Integração) Fernando Bezerra. O TCU é que dirá se o relatório está certo ou não. Minha impressão é de que o TCU modificará bastante o relatório que foi produzido pela CGU", declarou.
Questionado sobre a possibilidade de Elias Fernandes ser exonerado do cargo, o peemedebista enfatizou que não existe nenhuma conversa em Brasília neste sentido, como os veículos de imprensa estão divulgando desde a semana passada. "Não me comunicaram nada. Ninguém falou sobre esse assunto com o PMDB. Não há razões para exonerar Elias antes que o TCU se posicione sobre o relatório e as explicações dadas pelo Dnocs", ponderou.
Pelo Twitter, o parlamentar comentou as denúncias referentes à construção da Barragem das Oiticicas. O deputado admitiu que, com a intervenção da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e da bancada do Rio Grande do Norte, articulou o "salvamento" da obra, que passou por questionamentos TCU, desde quando foi licitada e tinha R$ 261 milhões garantidos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
No relatório divulgado pela Controladoria Geral da União os auditores apontaram uma "concentração significativa" de convênios para ações preventivas de Defesa Civil no Rio Grande do Norte, estado do diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, e de seu padrinho político, o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os dois negam favorecimento do órgão.
Por Allan Darlyson
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